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E se as Mulheres Projetassem a Cidade? Mulheres, Vigilância Natural e Direito à Cidade

  • Museu da Escola Catarinense- MESC Rua Saldanha Marinho 196 Centro Florianópolis Brazil (map)

Um Conversatório sobre Mulheres, Vigilância Natural e o Direito à Cidade

Este encontro experiencial propõe um espaço de reflexão coletiva sobre planejamento urbano, segurança e participação cidadã, a partir de diálogos que incentivam a co-criação e a co-evolução de práticas urbanas

O conversatório será estruturado no formato Aquário (Fishbowl): cadeiras organizadas em círculos concêntricos, com quatro lugares de fala no centro, permitindo que diferentes vozes entrem e saiam da conversa ao longo de seis rodadas de diálogo.

A dinâmica busca favorecer escuta ativa, troca de experiências e construção coletiva de perspectivas sobre a cidade.

Dois conceitos que orientam o encontro

Vigilância natural e direito à cidade são os dois eixos centrais deste conversatório. Eles não aparecem como ideias isoladas, mas como dimensões complementares de uma mesma visão de cidade.

Vigilância Natural

A vigilância natural parte da ideia de que a segurança urbana pode emergir do próprio desenho do espaço e da presença ativa das pessoas.

Não se trata de vigilância punitiva ou apenas tecnológica, mas de cidades com:

  • ruas vivas

  • fachadas ativas

  • boa visibilidade

  • diversidade de usos

  • pessoas circulando e permanecendo nos espaços

Quando as pessoas se veem e são vistas, o espaço tende a se tornar mais seguro, mais cuidado e mais compartilhado.

Direito à Cidade

O direito à cidade afirma que todas as pessoas — especialmente mulheres e grupos historicamente invisibilizados — devem ter:

  • acesso aos espaços urbanos

  • possibilidade de circular sem medo

  • voz nas decisões sobre o território

  • capacidade de influenciar o planejamento urbano

Ou seja, não se trata apenas de usar a cidade, mas de participar da sua construção e transformação.

Como esses conceitos se conectam?

A relação entre eles é direta e mutuamente fortalecedora:

  • A vigilância natural cria condições concretas para que o direito à cidade seja exercido com mais segurança e autonomia.

  • O direito à cidade amplia quem participa das decisões urbanas, permitindo que diferentes experiências — especialmente as das mulheres — influenciem o desenho dos espaços e fortaleçam a própria vigilância natural.

Em síntese

Vigilância natural é uma estratégia espacial.
Direito à cidade é um princípio político e social.

Juntos, eles estruturam a base conceitual deste encontro.

Convite

Este conversatório é um convite para abrirmos um espaço de escuta, diálogo e imaginação coletiva.

Um espaço onde possam emergir princípios, práticas e ações capazes de fortalecer a segurança urbana e o direito à cidade a partir das experiências, percepções e saberes de mulheres e de outras autorias urbanas.

Venha fazer parte desta conversa!